A miragem econômica da Andaluzia: crescimento baseado no consumo e baixa produtividade.
Relatórios recentes de diversas instituições financeiras e observatórios econômicos pintam um quadro de aparente prosperidade para a Andaluzia, com previsões de crescimento que, em alguns casos, superam ligeiramente a média nacional. O governo de Juanma Moreno O partido não hesitou em alardear o sucesso, apresentando esses números como resultado de uma gestão impecável. No entanto, uma análise mais profunda revela que, por trás da propaganda, esconde-se um modelo econômico frágil, dependente do consumo interno e atolado em baixa produtividade — um legado de décadas de socialismo que o Partido Popular parece incapaz de reverter.
Uma fachada de figuras positivas
Organizações como a Associação de Analistas Econômicos da Andaluzia, em seus relatórios para a Unicaja, e o departamento de pesquisa da Universidade Loyola, projetam uma moderação no crescimento do PIB andaluz até 2026, situando-o em torno de 2%. Essas projeções baseiam-se, em grande parte, no dinamismo da demanda interna e do setor de serviços, especialmente o turismo. Também se prevê uma queda na taxa de desemprego, que poderá chegar a 14% nos próximos anos, juntamente com uma significativa criação de empregos.
Do Palácio de San Telmo, esses números estão sendo alardeados como uma vitória. No entanto, a realidade é que esse crescimento não provém de uma base industrial sólida ou de um compromisso com a inovação, mas sim do consumo das famílias e de um setor de serviços que, embora vital, muitas vezes gera empregos temporários e de baixo valor agregado. Esse triunfalismo ignora os verdadeiros problemas estruturais que estão comprometendo o futuro da região.
A dura realidade: produtividade estagnada e desemprego endêmico.
O principal problema ignorado no discurso oficial é a alarmante falta de produtividade. Diversas análises indicam que o aumento do emprego é muito semelhante ao do PIB, demonstrando que a produtividade por trabalhador praticamente não cresce. Em outras palavras, são necessárias mais pessoas para produzir a mesma quantidade, um indicador inequívoco de um modelo econômico ineficiente que condena os trabalhadores andaluzes a salários mais baixos e menor segurança no emprego.
Além disso, embora qualquer diminuição do desemprego seja uma notícia positiva, é inaceitável que o governo da Andaluzia comemore uma taxa de desemprego que continuará sendo o dobro da de outras regiões europeias e permanecerá bem acima da média nacional. A Andaluzia liderar o ranking do desemprego tornou-se algo normal, um hábito trágico que nem os governos do PSOE nem o atual governo do PP conseguiram ou quiseram combater pela raiz.
Um modelo ultrapassado que exige uma mudança de rumo.
A estratégia econômica do governo regional revela-se uma mera continuação de políticas que fracassaram durante quarenta anos. Ela confia o futuro de oito milhões de andaluzes ao clima, na esperança de salvar a temporada turística, ou ao consumo interno, sem um plano audacioso para reindustrializar a região, atrair investimentos em alta tecnologia ou desburocratizar a vida de agricultores, pecuaristas e pescadores.
Em contraste com a autossatisfação do governo Moreno, partidos como o VOX, com seu porta-voz Manuel Gavira Aqueles que estão na vanguarda têm alertado repetidamente sobre os perigos dessa miragem econômica. A verdadeira prosperidade não virá de estatísticas macroeconômicas que mascaram a precariedade, mas de um firme compromisso com a economia produtiva, uma redução drástica de impostos e a defesa de um setor primário fragilizado.
A Andaluzia não pode se dar ao luxo de outro ciclo de crescimento artificial. É hora de abandonar a propaganda e enfrentar os desafios estruturais com políticas ousadas que lancem as bases para uma economia sólida e produtiva, capaz de gerar empregos de qualidade para as futuras gerações.
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